Como a Quitação com Avalanche e Bola de Neve É Calculada
A avalanche de dívidas e a bola de neve de dívidas são as duas estratégias padrão para quitar várias dívidas ao mesmo tempo, e elas as visam em uma ordem diferente. Insira o saldo, a taxa de juros e o pagamento mínimo de cada dívida, mais qualquer valor extra que você possa destinar à dívida a cada mês, e esta calculadora projeta quanto tempo leva a quitação e quantos juros você pagará — para ambas as estratégias, lado a lado.
Avalanche sempre visa a dívida com a maior taxa de juros primeiro. É matematicamente ótimo: para o mesmo orçamento mensal total, sempre resulta no menor total de juros pago, não importa como as dívidas estejam organizadas.
Bola de Neve sempre visa a dívida com o menor saldo primeiro. Geralmente custa mais juros no total do que Avalanche, mas quitar uma dívida inteira mais cedo — mesmo uma pequena — é uma vitória motivacional real que ajuda algumas pessoas a manter um plano de quitação por mais tempo do que o método matematicamente “melhor” conseguiria.
Qualquer método que você escolher, toda dívida ainda recebe pelo menos seu próprio pagamento mínimo todo mês. Seu valor mensal extra (mais os pagamentos mínimos liberados de qualquer dívida já quitada) vai todo para a dívida que a estratégia visa no momento, depois é repassado para a próxima assim que essa dívida chega a zero.
A Fórmula
A cada mês, para cada dívida ainda devida:
Toda dívida em aberto recebe pelo menos seu próprio pagamento mínimo. Qualquer orçamento extra — mais os pagamentos mínimos liberados de dívidas já quitadas — é aplicado à dívida alvo atual (maior taxa para Avalanche, menor saldo para Bola de Neve), e é repassado para o próximo alvo no momento em que o atual chega a zero.
Exemplo Prático
Três dívidas — um cartão de crédito de R$4.000 a 22% (mínimo de R$100), um cartão de R$1.500 a 18% (mínimo de R$50), e um empréstimo pessoal de R$6.000 a 9% (mínimo de R$150) — com R$200 extras pagos todo mês:
- Avalanche visa o cartão de 22% primeiro, depois o cartão de 18%, depois o empréstimo de 9%.
- Bola de Neve visa o cartão de R$1.500 primeiro (menor saldo), depois o cartão de R$4.000, depois o empréstimo de R$6.000.
- Avalanche sempre termina com juros totais iguais ou menores do que Bola de Neve para as mesmas dívidas exatas e o mesmo pagamento extra exato — veja seus próprios números acima para o tamanho dessa diferença.
Principais Fatores a Considerar
- A diferença entre avalanche e bola de neve diminui quando as taxas de juros são semelhantes entre as dívidas. Se toda dívida carrega aproximadamente a mesma taxa, a ordem quase não importa matematicamente, e o benefício motivacional da bola de neve vem a pouco ou nenhum custo real de juros — a vantagem da avalanche cresce especificamente quando as taxas diferem significativamente entre as dívidas.
- A consistência comportamental costuma importar mais do que a estratégia matematicamente ótima. Pesquisas sobre comportamento de quitação de dívidas descobriram que pessoas usando o método bola de neve às vezes mantêm seu plano por mais tempo do que as que usam avalanche, porque quitar uma dívida inteira (mesmo uma pequena) proporciona uma vitória psicológica — a estratégia “melhor” é, no fim das contas, a que você realmente vai seguir até o fim.
- Nova dívida adicionada durante o período de quitação não é modelada por esta calculadora. Esta projeção assume que nenhuma nova cobrança ou nova dívida é adicionada enquanto se quita a lista existente — continuar adicionando dívida prejudica todo o plano, independentemente da estratégia escolhida.
- Uma dívida com taxa variável (como muitos cartões de crédito) pode ver sua taxa mudar durante o período de quitação. Esta calculadora assume que a taxa inserida de cada dívida permanece constante durante toda a quitação — uma mudança real de taxa (para cima ou para baixo) mudaria os resultados reais em relação ao que é projetado aqui.
Erros Comuns
- Inserir um pagamento mínimo irrealisticamente baixo. Um pagamento mínimo que nem cobre os juros que se acumulam a cada mês significa que o saldo dessa dívida nunca realmente diminui — é exatamente isso que produz o resultado “Nunca em 50 anos”. Verifique cada mínimo em relação a um extrato real antes de supor que a projeção está errada.
- Comparar apenas a data de quitação, não os juros totais. Duas estratégias podem terminar com apenas um ou dois meses de diferença, enquanto diferem em centenas ou milhares de dólares nos juros totais pagos — sempre verifique ambos os números lado a lado, não apenas o que soa mais empolgante.
- Trocar de estratégia no meio do caminho. Pular entre avalanche e bola de neve no meio do plano (perseguindo o que parece melhor naquele mês) geralmente custa mais no total do que escolher uma e mantê-la — o mecanismo dos “pagamentos mínimos liberados” que faz ambos os métodos acelerarem com o tempo depende de visar as dívidas consistentemente na mesma ordem.
Bom Saber
Ambos os métodos usam cada dólar que você tem em direção à dívida exatamente da mesma forma — a única diferença real é a ORDEM em que as dívidas são visadas. Avalanche nunca é pior matematicamente, mas a diferença entre os dois diminui em direção a zero à medida que as taxas de juros das suas dívidas se aproximam, e cresce à medida que se afastam. Se suas dívidas já têm taxas semelhantes, escolher o método (ou ordem) que parece mais motivador custa pouco ou nada em juros extras.